Mala Voadora
Sinopse
Depois de termos colaborado em what I heard about the world, começámos a convidar o Chris Thorpe para escrever textos para a mala voadora. Primeiro, pedimos-lhe um texto sobre a revolução utilizando para isso os recursos narrativos do drama burguês — overdrama. Depois, pedimos-lhe um texto em torno do anunciado “fim da história” e da sua não consumação. Propusemos-lhe escrever casa & jardim a partir da estrutura de House & Garden de Alan Ayckbourn: duas peças para serem representadas em simultâneo pelos mesmos atores que, assim, circulam entre dois cenários e dois públicos. O terceiro convite foi para escrever a partir de histórias recolhidas na zona de Guimarães utilizando a estrutura característica do melodrama. Desta vez, o Chris propôs-nos um texto — dead end — sem o formato de uma peça: uma série de narrativas, sem personagens, abertas a que inventássemos uma estrutura para elas. São estas três peças que estamos agora a publicar, ao mesmo tempo que continuamos a trabalhar com o Chris, a apreciá-lo enormemente e a ter nele um belo amigo.
José Capela, arquiteto, iniciou-se no teatro no Teatro Universitário do Porto (TUP), onde foi ator, designer gráfico e figurinista. Em 2003, fundou a mala voadora com Jorge Andrade e tem sido sobretudo nesta companhia que tem desenvolvido o seu trabalho como cenógrafo. Concebeu cenários para espetáculos de Jorge Andrade, e também de Rogério de Carvalho, João Mota, Miguel Loureiro e Álvaro Correia. Publicamos agora um catálogo com essas cenografias. Sem a pretensão de produzir uma antologia, esta pequena publicação tem o formato de um manual — uma lista de modos de fazer cenários, desde “não fazer nada” até à utilização de maquetas, telões ou décors como os das telenovelas.
Finalmente, cumpridos 10 anos de atividade, anunciamos, detalhadamente, os espetáculos que a mala voadora vai apresentar nos próximos 10 anos.