Arte, Cidade e Desenvolvimento Sustentável
5 criações artísticas para o espaço público
Sinopse
Sem alterações drásticas na nossa maneira de usar os recursos naturais, iremos precisar até 2030 não de um, mas de dois planetas Terra. Em Março, a Transforma e o Teatro Maria Matos lançaram uma convocatória para apresentação de projectos artísticos para o espaço público, sobre temas ligados à ecologia, desenvolvimento sustentável, biodiversidade e aquecimento global. Foram seleccionados cinco artistas portugueses e estrangeiros para integrar o projecto TERRA². Durante o processo de trabalho, os artistas são convidados a participar na conferência Dois Graus, no Transforma Think Thank e numa residência artística na Transforma, com tutoria de especialistas nas áreas da Ciência e Tecnologia e com a presença de um documentalista. As obras resultantes deste processo serão apresentadas em Torres Vedras e em Lisboa.
Curadores: Luís Firmo, Transforma / Mark Deputter, Teatro Maria Matos
instalação
20-Foot Urban Farm
Damien Chivialle, França
U-FARM é uma experiência agrícola dentro de um contentor na baixa de Paris. No local produz-se peixe, frutas e vegetais orgânicos, evitando deslocações desnecessárias e promovendo significado ao consumo dos alimentos. A comunidade dos U-Farmers desenvolve uma rede na Internet para disponibilizar técnicas agrícolas circulares e apoiar projectos similares em todo o mundo. O poder da Internet e dos smart phones é facilitar a partilha de conhecimento: os U-Farmers acreditam que a experiência física é algo necessário para desenvolver soluções eficientes. Em Lisbon U-connected falarão mais sobre esta transição.
Tutoria: Vincent Olivari, Programador de software, França
instalação
IGLO
José Quinhones, Portugal
O IGLO é um abrigo atraente. Se for transparente e coberto de plantas comestíveis, é um abrigo suculento. Na cidade dos IGLOs tudo se aproveita tudo se transforma, nada se perde. É necessário apenas fazer a recolha do material pelas ruas e praças. As plantas trepam pela superfície exterior, recebendo o sol e o calor, e o interior permanece fresco.
Tutoria: Inês Clematis, Artista Plástica, Formação em Permacultura e Dinamizadora do Projecto Comunitário Horta do Monte, Portugal
performance
40 Graus à Sombra
Bárbara Ramalho, Carolina Rocha, Rita Monteiro e Sara Machado, Portugal
A nossa proposta coreográfica centra-se no Homem e na urgente mudança que tem que ocorrer no modo como se relaciona com o Mundo em que vive. É necessário que cada um de nós veja, com os seus próprios olhos, o estado catastrófico em que deixaremos o Planeta Terra se continuarmos a tratá-lo pior do que tratamos as nossas quintas virtuais.
Tutoria: Inês Borralho, Investigadora na área da Toxicologia Ambiental, Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro
performance
Manifesto
Alexandre Osório, Portugal
O conceito de desperdício é inerente a todos os sistemas naturais sendo, no entanto, potenciado pela actividade humana. Vivemos o vazio histórico de um mundo saturado de imagens e informação — a cultura moderna desenvolveu-se como uma cultura de amnésia. Só o instante presente e evanescente interessa. O homem moderno esqueceu o passado colectivo que determinou a situação presente. Partindo do método “cadavre exquis” constrói-se uma narrativa sobre uma civilização que funda todos os seus esforços no amanhã e que, ao mesmo tempo, está cada dia mais consciente de que não existe um amanhã melhor.
Tutoria: Joana André, Departamento de Reciclagem e Valorização Multimaterial da Lipor
performance
FIO: pedra que corre no RIO
Tana Guimarães, Brasil
FIO: Pedra que corre no RIO propõe uma vivência corpo-imagem-som no rio Tamanduá no estado de Minas Gerais, Brasil. Ameaçado pela actividade mineira e pela expansão imobiliária da cidade de Nova Lima, o rio Tamanduá ainda é cercado por espécies da fauna e flora do Campo Cerrado e Mata Atlântica (classificado como UNESCO World Biosphere Reserve) que dependem das suas águas para florescer e se reproduzir. Ao longo da sua extensão, há já alguns pontos de assoreamento e desmoronamento, cicatrizes provocadas pela Mina do Tamanduá.
Tutoria: Gisela Hernann, Socióloga, Deise Turrer, Artista Visual
