Cão Solteiro & Vasco Araújo
<30 anos 6€
Sinopse
Na altura em que o país comemora o Centenário da República, o Teatro Maria Matos repõe em cena uma das criações mais singulares do ano passado, uma colaboração entre o grupo de teatro Cão Solteiro e o artista plástico Vasco Araújo, à volta do Hino Nacional. Em A Portugueza são arrumados dentro de uma “caixa preta” os seguintes elementos: um piano, uma masterclass de canto, um pianista, uma professora, um cantor, quatro actores, um Hino Nacional, algumas dissonâncias e uma incerta apoteose filarmónica. No fim, ficam a caixa e o piano. O Cão Solteiro não põe em cena outra coisa além do lugar. “Rien n’aura eu lieu que le lieu”.
I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d’amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Ás armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!