Patrícia Portela
Bios
Patrícia Portela
Licenciada em Realização Plástica do Espectáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa e MA of Arts in Scenography na Faculty of Theatre the Utrecht e Central St. Martins College of Art (1996), frequentou um estágio na European Film College na Dinamarca (2000), e tem uma pós-graduação Arts Performance and Theatricality pela APT em Antuérpia (2002). Escreveu e coordenou várias performances como Wasteband (Prémio Reposição Teatro na Década e Menção Honrosa do Prémio Acarte/Madalena de Azeredo Perdigão, 2003), Flatland I (prémio Madalena de Azeredo Perdigão, 2004) , Trilogia Flatland (Menção Especial do Prémio da Crítica Portuguesa, 2006), ou O Banquete em 2007 (no top ten dos melhores espectáculos do ano pela crítica belga).
Divide-se entre as artes performativas e a literatura e já publicou: Operação cardume rosa (Fenda, 1998), Se não bigo não digo (Fenda, 1999), Odília (Caminho, 2007), Para cima e não para Norte (Caminho, 2008), Escudos humanos (Culturgest, 2008), Robinson Crusoé (TNDMII e Bicho da conta, 2010) para além de participar em diversas colectâneas de contos com outros autores portugueses.
Patrícia Portela foi considerada pelo JL “a escritora mais experimental da década, um Herberto Hélder da prosa”.
Christoph de Boeck
Aborda as questõs do som como um meio visual e táctil, acabando sempre por ser uma presença tangível. A organização espacial das fontes sonoras, a escolha de materiais multimédia e os métodos de transmissão sonora, são parte de uma pesquisa permanente do criador sobre o som e a sua relação com o ambiente e a presença humana.
A espacialização dinâmica do som confronta o público com a ideia de energia acústica como objeto artístico e até mesmo como um princípio visual.
Neste âmbito, assinou diversos projectos: Closer (Deepblue, 2003), Time Code, com Yves De Mey, Timecodematter (2007), Timecodematter II, novamente em colaboração com Yves De Mey. Christoph De Boeck é também co-diretor artístico da Deepblue, uma estrutura de produção interdisciplinar. Assinou, em colaboração com Heine Avdal e Yukiko Shinozaki, conceitos para espectáculos e desenvolveu instalações espaciais de dados e áudio para as performances. O seu trabalho mais conhecido é you Are Here (2008), no qual são distribuídos objectos e textos entre os espectadores, através de caixas de arquivo. Em 2009 e em colaboração com o Centro de Pesquisa IMEC, estreou a instalação interactiva Staalhemel/Steel Sky, um espectáculo feito a partir da actividade cerebral do público que, ao accionar diversos mecanismos eléctricos, despoleta o próprio espaço sonoro.
André e. Teodósio
Nasceu em Lisboa em 1977 e viveu algum tempo nos Estados Unidos da America (época Clinton). É membro do Teatro Praga (a companhia mais megalopsyquica™ de todos os tempos). Frequentou o Conservatório Nacional de Música, a Escola Superior de Música e a Escola Superior de Teatro e Cinema, locais onde aprendeu muito pouco. Foi membro do Coro Gulbenkian (onde sofreu durante largos anos), da companhia de teatro Casa Conveniente, e colabora assiduamente com a companhia de teatro Cão Solteiro. Individualmente encenou os seguintes espectáculos: Três mulheres, de Sylvia Plath e Diário de um louco, de Nikolai Gogol, Super-Gorila e Supernova co-criados com José Maria Vieira Mendes e André Godinho, Gesamtnakchwerk, e as óperas Riders to the Sea de Vaughan Williams, Metanoite de João Madureira e Outro Fim de António Pinho Vargas. É autor dos textos Shoot the Freak e Cenofobia.
Daniel Worm d’Assumpção (desenho de luz)
É desenhador de luz desde 1984 e trabalhou no Ballet Gulbenkian, ACARTE, Teatro Nacional S. João e Teatro Camões durante a Expo98. Desde 1987 que colabora com diversos criadores, dos quais se destacam Constança Capdeville, Clara Andermatt, Rui Lopes Graça, Ricardo Pais, Luís M. Cintra, Giorgio Barberio Corsetti, Christine Laurent, Nuno Carinhas, Fernanda Lapa, Lúcia Sigalho, Tim Carroll, Inês de Medeiros. Colabora com as companhias Cornucópia, Teatro Praga e Truta.
Sinopse
Na cave dos avós de Patrícia Portela foi encontrado um baú com fragmentos de textos e maquetas de objectos idealizados por Acácio Nobre, um português de referência do início do séc. XX, mas agora esquecido; um homem com uma carreira política, científica e artística discreta e muito inovadora para o seu tempo. Um Lumière português, um Steve Jobs precoce, um bio-engenheiro sem par na História e um amante/apoiante acérrimo dos artistas e da arte, embora apenas daquela que revoluciona o mundo. Em suma: um Leonardo da Vinci português que uma ditadura silenciou e eliminou dos registos da História portuguesa.
Patrícia Portela reúne os textos e os modelos encontrados no baú esquecido, segue as pistas até novos e preciosos documentos perdidos em arquivos pessoais e casas de amigos, e reconstrói algumas das obras, ideias políticas e ambiciosos projectos científico-artísticos de Acácio Nobre. Tendo o objectivo máximo de reavivar a obra de um homem, anónimo, como tantos outros, e de questionar a memória colectiva de um país que, se tivesse decidido atribuir a este homem a imortalidade que lhe era devida, seguindo alguns dos seus princípios, teria sido um país diferente.
Uma máquina de escrever vintage e um teclado wireless dão um concerto, projectam um filme mudo, desenvolvem em parceria um diálogo sobre o arquivo de Acácio Nobre, recriando o ambiente que envolve um autor enquanto este escreve: os momentos de pausa, os momentos em que surgem as grandes ideias, os momentos de fúria criativa, em que se recorrige tudo o que se quis dizer, os silêncios infindáveis enquanto se escreve ou enquanto não se consegue escrever. Este espectáculo inscreve-se na solidão e intimidade do criador muito antes de terminar a sua obra, nos momentos em que este faz crescer uma sua imagem mesmo antes de saber o que ela é ou lhe quer dizer.
AudioMenus mm café
ENTRADA LIVRE | Os AudioMenus estão disponíveis para audição, por um período de 90 minutos antes do início do espectáculo.
O cliente escolhe uma das várias histórias do menu que o conduz até ao universo de Acácio Nobre, às suas teorias, pensamentos inacabados, aos seus filósofos e escritores favoritos.
Próximas apresentações:
Guarda, Teatro Municipal da Guarda, 24 de Setembro
Viseu, Teatro Viriato, 1 e 2 de Outubro
Torres Novas, Teatro Virgínia, 4 de Dezembro