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Tornados Alex Cassal, Felipe Rocha e Alunos da ESTC Informações sobre o Evento
02 → 05 Jul 2015
Datas e Horários
quinta a sábado ↣ 21h30 / domingo ↣ 18h30
Preço
Entrada livre (sujeita à lotação) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h
Classificação
M/16
Local
Palco da Sala Principal
Informação Adicional

inserido no programa das Festas de Lisboa 2015

Teatro coprodução mm


Tornados
Alex Cassal, Felipe Rocha e Alunos da ESTC

Bios

Bios

Alex Cassal e Felipe Rocha são diretores do grupo brasileiro Foguetes Maravilha. Desde 2009, participaram numa série de projetos produzidos pelo Teatro Maria Matos e pelo grupo Mundo Perfeito: em Estúdios, brasileiros e portugueses criaram e apresentaram três espetáculos teatrais em três semanas; na mesma ocasião, apresentaram-se na mostra Cartões de Visita. Em 2012, realizaram uma nova cocriação com o Mundo Perfeito, o espetáculo Mundo Maravilha.  Alex Cassal ainda escreveu Septeto Fatal para o Festival PANOS 2012 e foi um dos autores de Hotel Lutécia, apresentado em 2010 no Teatro Maria Matos.

Ana Valente (Aveiro, 1994): Tirou o curso profissional de Interpretação no Conservatório da Jobra. Integrou o espetáculo Os Avôs de Rory Mullarkey, encenado por Victor Valente; Joane, encenado pela companhia Voadora; O Solário de Fernando Augusto e Peça romântica para um teatro fechado de Tiago Rodrigues. Frequenta a Licenciatura em Teatro, ramo de Atores, na ESTC. Participou em curtas-metragens, como Terceira Onda realizado por Pedro Farate, Twins por Vasco Esteves.

 

Beatriz Baptista (Braga, 1993): Em 2012, finalizou o curso profissional de interpretação, na Academia Contemporânea do Espetáculo, no Porto. Atualmente frequenta a licenciatura em teatro na ESTC, com um semestre em mobilidade Erasmus+, em Praga, República Checa. Profissionalmente estreou-se em 2014 no ciclo Try Better Fail Better, no Teatro Taborda, com a peça Quando temos vontade de fazer xixi, mais vale apertarmos as pernas, uma criação coletiva e independente.

 

Beatriz Godinho (Porto, 1992): Iniciou desde cedo os seus estudos em Ballet Clássico pela Imperial Society of Teachers of Dance (ISTD). Concluiu o curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espetáculo em 2010 e frequentou o curso de Interpretação da Academy of the Science of Acting and Directing, em Londres. Atualmente, estuda na ESTC, na licenciatura de teatro – ramo de atores.

 

Eduardo Molina (Funchal, 1993): Na sua ilha natal estudou Teatro na DSEAM e também no Conservatório – Escola das Artes, no Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação. Desde então colaborou com o TEF, os Lisbon Players e o Teatro Rápido, e em 2014 participou no espetáculo Casado À Força. Pela Licenciatura de Teatro – ramo de atores, integrou ainda o programa Erasmus, deslocando-se para o coração da Europa, Praga, para estudar Teatro.

 

Joana Cruz (Porto, 1992): Frequentou o curso de Teatro do Balleteatro Contemporâneo do Porto. Salienta as suas criações no âmbito das mostras do Balleteatro: Ice-box e Não-Palavra. Em 2010 estagiou no Teatro Marionetas do Porto, onde integrou o espetáculo Make Love Not War de João Paulo Seara Cardoso, apresentado no Imaginarius, FIMP e Serralves em Festa. Integra o curso de Teatro da ESTC desde 2012 e tem formação em ballet clássico, dança contemporânea e locking.

 

Joana de Brito Silva (Lisboa, 1994): Iniciou a sua formação em Teatro nos Salesianos de Lisboa. Frequentou o curso de Teatro Musical da EDSAE, onde realizou os exames da Universidade Trinity Guildhall. Em 2012 ingressou na ESTC e em 2014 viajou até à Universidade DAMU, em Praga, República Checa, pelo programa ERASMUS. Integrou o elenco de Os Bigodes na Respublica, de O Bando; Zorro, de Rui Melo, Artur Guimarães e Liliana Moreira; Menos Emergências, de Ricardo Neves-Neves.

 

João Pedro Leal (Lisboa, 1994): Iniciou a sua formação no curso de expressão dramática da APOIARTE na Casa do Artista. Desde 2010, com o grupo Ilha D’Arte, integrou vários espetáculos como A Irmã Maria Explica, de Christopher Durang e João e as Mulheres, de Jonathan Marc Sherman. Participou na peça O Solário, de Fernando Augusto pela Inquietarte, na Noite de Literatura Europeia e recentemente no espetáculo Musgo e Urze. Atualmente conclui a licenciatura de teatro na ESTC.

 

Madalena Flores (Lisboa, 1991): Iniciou o seu percurso artístico na Casa do Artista, onde trabalhou com António Miguens e Jan Gomes onde integrou o elenco da peça Hamlet É’ Prá Já no Centro Cultural Malaposta. Atualmente frequenta o 3° ano da Licenciatura de Teatro – ramo de atores, na ESTC. Profissionalmente participou nas peças O Retrato de Dorian Gray encenado por Bruno Bravo e Menos Emergências encenado por Ricardo Neves-Neves.

 

Marco Mendonça (Moçambique, 1995): Em Portugal desde 2007, é finalista na ESTC, curso de Teatro, ramo de Atores. Estreou-se em 2013, com The Lisbon Players. Integrou os espetáculos Rapsódia Batman e II – A Mentira, de João Pedro Mamede, com o grupo Os Possessos e, Os Acontecimentos, encenado por António Simão pelos Artistas Unidos. Participou no filme O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues e integrou o elenco principal de Menos Emergências, de Ricardo Neves-Neves.

 

Mariana Fonseca (Lisboa, 1993): Iniciou o seu percurso artístico, em 2008, na Escola Secundária António Arroio, onde se especializou em Realização Plástica do Espetáculo. Em 2011 ingressou na licenciatura em Artes Performativas na Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Desde 2012 frequenta o curso de Teatro, ramo atores, na ESTC. Em 2014 teve a oportunidade de usufruir do programa LLP Erasmus na Real Escuela Superior de Arte Dramático, em Madrid.

 

Mariana Gomes (Covilhã, 1992): Frequentou o curso de Teatro e Educação em Coimbra, durante um ano, e rumou a Lisboa para o curso de Teatro, na ESTC, onde termina agora a licenciatura. Do curto caminho fazem parte workshops com o Teatro das Beiras e a masterclass com Olga Roríz, no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra. Integrou o elenco do espetáculo Musgo e Urze, com direção de Mariana Ferreira. Por agora, diz ela que ainda há muito para fazer e que já vamos tarde.

 

Rafaela Jacinto (Caldas da Rainha, 1994): Iniciou a sua aprendizagem musical no Conservatório de Música de Caldas da Rainha. Realizou trabalhos arqueológicos in loco e de investigação. Pisou o palco do Teatro Eduardo Brazão com as Oficinas Dramáticas Anrique da Mota e foi distinguida com o prémio Novos Poetas. Os seus textos foram publicados na coletânea Identidade(s) pela editora LeYa. Atualmente estuda na ESTC, no último ano da Licenciatura de Teatro.

 

Rita Silva (Oliveira de Azeméis, 1994): Concluiu o Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação, no Conservatório de Música de Jobra, em 2012. Atualmente integra a Licenciatura de Teatro, Ramo Atores, na ESTC. Fez parte do elenco de espetáculos como The Grandfathers, de Rory Mullarkey, inserido no projeto PANOS, com a companhia do Jogo; Joane, com a companhia Galega Voadora; Début, de Alexandre Lyra Leite; Musgo e Urze, direção de Mariana Ferreira.

 

Sandra Pereira (Porto, 1988): Frequenta a ESTC, na Licenciatura de Teatro. Integrou oficinas com João Brites, Miguel Seabra e Peter Michael Dietz. Trabalhou com Tiago Nobre (longa metragem: A Importância de Enquadrar, de Mário Rodrigues), Sergi Faustino (Nutritivo, no festival Citemor), Paulo Sousa Costa (Poesia em Pessoa), Bruno Bravo – Primeiros Sintomas (O Retrato de Dorian Gray, Absurdidades, Cyrano de Bergerac) e Mariana Ferreira (Musgo e Urze).

 

Tiago Mendonça (Funchal, 1993): Começou os seus estudos Teatrais em 2008 no CEPAM (Conservatório Escola Profissional das Artes da Madeira) onde frequentou o Curso Profissional de Artes do Espetáculo – interpretação. Paralelamente e posteriormente ao seu curso integrou vários espetáculos na companhia profissional TEF| Teatro Experimental do Funchal. Em 2012 ingressou na ESTC na Licenciatura de Teatro – ramo de Atores, onde se encontra a finalizar o curso.

 

Victor M. Gonçalves (Caracas – Venezuela, 1991): Em 2008 integrou o Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira. Colaborou com o Teatro Experimental do Funchal. Em 2011 ingressou na ESTC, na Licenciatura em Teatro – Ramo de Atores. Em 2012, pausa nos estudos e integra a Temporada Artística 2012/2013 do Teatro Experimental do Funchal. Em 2013 regressa à capital para continuar os estudos.

 

Design de Cena

 

Catarina Pereira (Barreiro, 1994): Com o curso de Artes Visuais no ensino secundário, frequenta atualmente a ESTC no ramo de Design de Cena. Já realizou alguns trabalhos de galeria e animação cultural.

 

Olga Pavloska  (Krasiliv – Ucrânia 1994): Estudou na Escola Secundária António Arroio na área de Realização Plástica do Espetáculo. Em 2012 entrou na Escola Superior de Teatro de Cinema onde tem realizado trabalhos manuais de cenografia e figurinos no ramo de Design de Cena.

 

Produção

 

Catarina Freitas (Lisboa, 1994): iniciou os seus estudos artísticos na Escola Secundária Rainha D. Amélia, no curso de Artes, tendo aprofundado essa paixão em 2012, ingressando na Licenciatura de Teatro – ramo de produção, pela ESTC. Ao longo do seu percurso colaborou em projetos no Centro Cultural Malaposta, com o espetáculo O Solário, no Teatro Taborda, com O Casulo, entre outros projetos itinerantes, onde desempenhou funções técnicas.

 

Joana Carvalho (Viseu, 1990): É licenciada em Animação Sociocultural pela Escola Superior de Educação de Lisboa (2011). Integrou o Pelouro da Cultura da Junta de Freguesia de Carnide onde desempenhou funções nas áreas de gestão, articulação e dinamização do Centro Cultural de Carnide. Frequenta a Licenciatura de Teatro – Ramo de Produção pela ESTC. Atualmente realiza um trabalho de apoio à produção do Teatro do Silêncio.

Folha de Sala

Folha de Sala

O Teatro Maria Matos e a Escola Superior de Teatro e Cinema voltam a colaborar na criação e apresentação dos espetáculos finais dos alunos finalistas da licenciatura em Teatro. Mais do que o habitual acolhimento de um dos espetáculos dos alunos, o Teatro Maria Matos convidou a Escola a entrar num programa de internacionalização, oferecendo anualmente aos alunos a possibilidade de trabalhar com encenadores estrangeiros com um percurso reconhecido no teatro contemporâneo.

Na primeira edição desta nova colaboração mais ambiciosa, o Teatro Maria Matos convidou dois artistas brasileiros com os quais colabora há vários anos. Tudo começou em 2009 com um convite para apresentarem os solos 2histórias na piscina desativada do Areeiro e participarem no projeto Estúdios de Tiago Rodrigues. Em 2010, Alex Cassal escreveu um texto para o projeto Hotel Lutécia que o Teatro produziu para comemorar o seu 41º aniversário. Em setembro de 2012 voltaram ao Teatro para apresentar as peças ele precisa começar e ninguém falou que seria fácil com a sua recém-criada companhia teatral Foguetes Maravilha, que, pouco tempo depois, integrou a coprodução internacional Mundo Maravilha, uma iniciativa do Mundo Perfeito de Tiago Rodrigues e do Teatro Maria Matos. Voltaram ao Teatro um ano depois para participar no evento duracional 10 anos 10 horas, no âmbito do 10º aniversário das companhias Mundo Perfeito e Mala Voadora.

Temos a esperança e a expectativa de que o trabalho com criadores de outros países e culturas possa oferecer aos alunos da ESTC uma experiência única e abrir horizontes promissores para a carreira profissional que estão prestes a iniciar.

Mark Deputter

Diretor Artístico Teatro Maria Matos

 

TORNADO – vento ciclónico em área restrita mas de grande poder destruidor (…)

in Dicionário da Língua Portuguesa/Porto Editora

 

– Escrevo este texto a 3 de junho de 2015 quando um tornado passou e devastou mais uma vez o tecido teatral português.

– Este texto devia ser de júbilo porque um grupo de estudantes do curso de Teatro da ESTC vai finalizar o seu percurso académico e artístico.

– De júbilo porque foi com enorme prazer que aderimos a esta proposta do Teatro Municipal Maria Matos de retomar a colaboração com a ESTC, não como acolhimento mas numa coprodução, com responsabilidades divididas, na construção de uma criação teatral original dirigida pelos brasileiros Alex Cassal e Felipe Rocha da companhia Foguetes Maravilha.

– De júbilo porque é através deste tipo de parcerias que as instituições públicas podem renovar-se, reinventar-se num processo ao mesmo tempo pedagógico, artístico, político, cívico e ético. Em momentos de grandes contingências é em colaboração que se continua a poder desenvolver trabalho.

– De júbilo, porque o futuro passa por estes jovens cheios de expectativas, vontades transformadoras mas também conscientes das dificuldades que os esperam. E as escolas artísticas têm o dever de estar atentas às transformações que se vão operando, de forma a poderem ser interiorizadas na formação destes jovens. Uma escola fechada em si mesma e nas suas metodologias já não é suficiente. As dificuldades são matéria de formação.

– De tornados se fala neste espetáculo. Com tornados temos vivido nestes tempos. Talvez um próximo tornado não seja destruidor mas sim renovador. E espero que estes jovens venham a fazer parte dessa renovação, e que tragam uma outra forma de resistência e de combate. Espero.

Álvaro Correia

Diretor do Departamento de Teatro da ESTC e Artista de Teatro

 

Quando recebemos de Mark Deputter e Álvaro Correia o convite para trabalhar com uma turma de formandos do curso de teatro da ESTC, Felipe Rocha e eu começamos a conversar sobre temas possíveis para orientar o trabalho. Em nossa trajetória com os Foguetes Maravilha ou em colaborações com artistas como Tiago Rodrigues, amiúde exploramos signos relacionados à ideia de trânsito ou transitoriedade: quartos de hotel, sondas e estações espaciais, carros em alta velocidade numa estrada sinuosa, veleiros à deriva. Lugares de passagem, que desafiam aquilo que já consideramos estabelecido em nós mesmos. Lugares onde podemos nos reinventar, descartando velhas formas de agir e descobrindo novas. Pensando num vetor possível para orientar o encontro destes dois brasileiros de sapatos rotos com uma turma de jovens portugueses prestes a aventurarem-se no “mundo lá fora”, foi quase inevitável nos voltarmos mais uma vez para esta ideia: um grupo de pessoas em um lugar de passagem.

Nestas primeiras conversas, Felipe lembrou de uma viagem que fez a Lisboa com seus pais, ainda menino, em meados dos anos setenta. A viagem, marcada com antecedência, sofreu um percalço de início: a família brasileira chegou ao hotel que havia reservado para encontra-lo repleto de retornados, ocupando todos os quartos, corredores e varandas. Não apenas este hotel, mas todos os outros hotéis da cidade estavam tomados pelos inumeráveis portugueses que viveram e cresceram na África colonial e agora voltavam a Portugal. Talvez os pais não pensem assim, mas no menino ficou a memória das melhores férias da sua vida. Correndo e brincando com crianças que falavam com um sotaque estranho, todos os espaços vagos ocupados por caixotes, malas e roupas coloridas estendidas, um vai-e-vem incessantes de pessoas distintas. E, para coroar o maravilhamento do menino, um dos ocupantes do quarto ao lado criava um crocodilo na banheira. [1]

Mais tarde, também lembrei do irmão do meu pai, que teve que se exilar do Brasil antes mesmo do meu nascimento, por conta de desentendimentos com o governo militar. Era um tio que existia apenas em fotos e presentes estranhos que chegavam pelo correio com sobrescrito em francês. Cresci imaginando um personagem ousado, misto de Conde de Monte Cristo e Pimpinela Escarlate, sempre em movimento, trocando disfarces e saltando de comboios. E afinal, fui descobrir quase adulto, meu tio era apenas um psicólogo de fala mansa que já não sabia mais direito como ser brasileiro.

Este ponto de partida – um hotel abrigando refugiados de sítios distantes – orientou as discussões e criações com uma turma que era também composta por alunos oriundos das mais diversas partes de Portugal e de outros lugares do mundo. Imaginamos a convivência destas pessoas, suas esperanças e medos, suas perdas e conquistas. Experimentamos esta possibilidade instigante que tanto as viagens quanto o teatro nos oferecem: a de tornarmo-nos outras pessoas. E colocamos estas pessoas a conviver em um lugar fluído, a meio caminho entre o privado e o público, o familiar e o estranho, onde suas vidas transcorriam como em uma esteira de bagagem. Um lugar onde cada um pudesse testar as próprias capacidades de invenção e destruição. Que acolhesse discursos políticos e disputas amorosas, fobias sociais e celebrações hedonistas, números musicais e catástrofes apoteóticas.

O resultado destas experiências está impregnado das ideias, desejos e dúvidas dos seus criadores, estes 20 jovens talentosos e generosos. É um trabalho que traz poucas conclusões e muitos inícios. Foi feito com alegria.

Bom proveito.

Alex Cassal

[1] Adendo de Felipe Rocha: Talvez fosse uma tartaruga, mas na dúvida da memória embaralhada, pensar (ou inventar) que era um pequeno crocodilo parece mais tentador.

02 → 05 Jul 2015
Datas e Horários
quinta a sábado ↣ 21h30 / domingo ↣ 18h30
Preço
Entrada livre (sujeita à lotação) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h
Classificação
M/16
Local
Palco da Sala Principal
Informação Adicional

inserido no programa das Festas de Lisboa 2015

Sinopse

Como tem sido hábito nos últimos anos, os alunos finalistas da licenciatura em Teatro (ramos de Atores, Design de Cena e Produção) da Escola Superior de Teatro e Cinema apresentam ao público os seus espetáculos finais. Neste ano, o Teatro Maria Matos volta a associar-se à escola para a produção e apresentação de um destes espetáculos, sob direção dos brasileiros Felipe Rocha e Alex Cassal, da companhia Foguetes Maravilha.

 

“Elas e eles chegaram juntos, cada um de um lugar diferente. Ocuparam quartos, corredores, varandas e banheiras. Traziam o que puderam trazer: não o que havia de mais útil, nem de mais valioso. Mas o que cabia nas maletas, nos bolsos, nos dedos.  Muita coisa foi caindo pelo caminho e, atrás deles, formou-se um rasto de livros e jogos, embrulhos e presuntos, macacos e crocodilos, paixões e tabefes, violas e canecos, avós e matraquilhos, carnavais e calmarias, filmes americanos e música pimba, relógios-de-cuco e chapéus-de-coco, valentes e pereiras, flores e jacintos, cruzes e leais, gomes e molinas, silvas e gonçalves, baptistas e godinhos, mendonças e fonsecas.”

 

Alex Cassal e Felipe Rocha

 

 

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Material Gráfico Cartaz Tornados 02 Jun 2015

Ficha Artística

direção e dramaturgia:
Alex Cassal

codireção:
Felipe Rocha

interpretação (ramo atores):
Ana Valente, Beatriz Baptista, Beatriz Godinho, Eduardo Molina, Joana Cruz, Joana de Brito Silva, João Pedro Leal, Madalena Flores, Marco Mendonça, Mariana Fonseca, Mariana Gomes, Rafaela Jacinto, Rita Silva, Sandra Pereira, Tiago Mendonça e Victor M. Gonçalves.

cenografia e figurinos (ramo design de cena):
Catarina Pereira e Olga Pavlovska

produção executiva (ramo produção):
Catarina Freitas e Joana Carvalho

direção de cena (ramo produção):
Joana Carvalho

desenho e operação de luz (ramo produção):
Catarina Freitas

equipa pedagógica
interpretação:

Francisco Salgado

coordenação de cenografia e figurinos:
Mariana Sá Nogueira e Marta Cordeiro

coordenação de produção executiva:
Andreia Carneiro

coordenação de desenho de luz:
Miguel Cruz

preparação vocal:
Maria Repas Gonçalves

corpo:
Jean Paul Bucchieri

gabinete de Produção ESTC:
Pedro Azevedo, Conceição Alves Costa, Rute Reis

gabinete de comunicação e imagem ESTC:
Pedro Azevedo

mestra de guarda-roupa:
Olga Amorim

coprodução:
Escola Superior de Teatro e Cinema e Maria Matos Teatro Municipal

agradecimentos:
Carpe Diem Arte e Pesquisa, Caixa Geral de Depósitos, Lourenço Egreja, Joana Frazão e Tiago Rodrigues

Um projeto Create to Connect com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

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